Demandas de pessoas com deficiência são analisadas após reunião com a Prefeitura

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transporte (Semtran), promoveu uma reunião na Escola Municipal Saul Bennesby, no Bairro Eletronorte, para ouvir propostas das pessoas com deficiências (PCDs) ao Plano de Mobilidade Urbana.

Entre as demandas, foi feita fiscalização da obra de calçadas, meio-fio e sarjeta, que estão sendo executadas pela empresa Global, na Zona Sul. Em uma das ruas contempladas, a Tamareira, entre a Rua Geraldo Siqueira e Rua Uberaba, foi observado que o piso tátil não está colocado corretamente, inviabilizando a locomoção das PCDs, pois o piso tátil finaliza em postes.

"A Semtran irá sugerir ao secretário municipal de Obras, por meio de ofício, um aditivo no contrato da empresa Global com a finalidade de realizar uma melhor sinalização, permitindo assim que a pessoa com deficiência visual desvie do obstáculo", informou Jailton Delogo, auditor do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE/RO) cedido ao Município para a implantação de políticas públicas aos PCDs. Segundo ele, um ofício foi encaminhado ao secretário Municipal de Infraestrutura Urbana e Serviços Básicos, Diego Andrade Lage, pedindo providências.

Já na Avenida Farqhuar com Avenida 7 de setembro foi identificado um poste de concreto (suporte para câmera de monitoramento), que está em cima do piso tátil. Durante a visita in loco, o engenheiro civil Sidnei Ferreira Júnior, responsável pela obra de reforma do Prédio do Relógio, confirmou que a retirada seria garantida o quanto antes.

Transporte

Um outro tema que entrou em discussão foi a quantidade de ônibus do transporte público urbano que possui elevador para cadeirantes. A vistoria foi feita em 149 ônibus, sendo que: 83 veículos com elevador estão funcionando (55,7%); 21 veículos com elevador que não funcionam (14%); 27 veículos não estão adaptados para elevador (18,1%); e 19 veículos estão parados ou em manutenção (12,7%).

"Podemos verificar que a quantidade de veículos com elevador para atender cadeirantes ainda é baixa correspondendo apenas pouco mais da metade da frota", concluiu os fiscais Renato Veras Aragão e Célio Sena Mendes, ao apresentar o relatório ao Setor de Fiscalização de Transportes da Semtran.